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Correção de deformidades dos membros

A correção de deformidades trata desvios de alinhamento dos membros — angulares (como pernas em varo ou valgo) ou rotacionais, de origem congênita ou adquirida. Em crianças, pode-se orientar o crescimento pela placa de crescimento (fise); em adultos, costuma-se recorrer à osteotomia, com correção aguda ou gradual por fixador. A conduta é individual e depende da causa, da idade e do grau do desvio.

O que é uma deformidade do membro

Fala-se em deformidade quando um osso ou um segmento do membro perde o alinhamento considerado funcional. Os desvios podem ser angulares — o membro entorta para dentro (varo) ou para fora (valgo) —, rotacionais (o segmento gira além do esperado) ou uma combinação dos dois planos, muitas vezes associada a diferença de comprimento.

As causas variam bastante. Há deformidades congênitas, presentes desde o nascimento; deformidades ligadas ao crescimento e a distúrbios da placa de crescimento (fise); e deformidades adquiridas, como as que podem surgir após uma fratura que consolidou fora de posição (consolidação viciosa) ou após infecção óssea. Identificar a origem é o que costuma orientar a conduta.

Crianças e adultos: por que a abordagem muda

Na criança, o osso ainda cresce, e isso pode ser usado a favor do tratamento. Em desvios angulares próximos ao joelho ou ao tornozelo, é possível, quando indicado, modular temporariamente a placa de crescimento (fise) para que o próprio crescimento reconduza o eixo — estratégia conhecida como crescimento guiado.

No adulto, com o crescimento encerrado, a correção em geral passa por uma osteotomia, que é o corte planejado do osso para reposicioná-lo. A escolha entre corrigir de forma aguda, na própria cirurgia, ou de forma gradual, com um fixador externo ao longo das semanas seguintes, depende do tipo e da magnitude da deformidade, da qualidade das partes moles e de eventual encurtamento associado.

Avaliação antes de qualquer decisão

Não há uma resposta única para "perna torta". O planejamento parte de uma avaliação clínica cuidadosa e de exames de imagem específicos, com medidas dos eixos do membro, para caracterizar em que plano está o desvio, qual é a sua origem e se há diferença de comprimento associada.

Só a partir desse mapeamento é possível discutir, caso a caso, se há indicação de tratamento e qual estratégia tende a ser mais adequada. Cada situação é única, e a conduta é sempre definida de forma individualizada.

O que trato nessa área

Como é o tratamento, em linhas gerais

Em linhas gerais, o tratamento começa pelo diagnóstico da causa e pela medição precisa dos eixos do membro, para definir em que plano está a deformidade. Na criança, quando indicado, o crescimento guiado atua sobre a placa de crescimento (fise) para reorientar o eixo de forma progressiva. No adulto, a correção costuma envolver uma osteotomia, que pode ser realizada de forma aguda, na própria cirurgia, ou gradual, com fixador externo ao longo das semanas. Quando há encurtamento associado, o mesmo planejamento pode contemplar o alongamento do segmento. A técnica indicada, o tempo de recuperação e os cuidados envolvidos variam conforme cada caso e são discutidos individualmente na consulta.

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